Quem paga a franquia do seguro em caso de colisão? Quando você paga, quando não paga e como pedir ressarcimento
Em uma batida com dano parcial, a franquia normalmente é a parte do prejuízo que fica sob responsabilidade do segurado. Mas a cobrança não é automática em todos os casos: ela depende da cobertura acionada, da apólice, do tipo de reparo e da forma como o sinistro foi conduzido.
Antes de autorizar qualquer conserto, confira o valor da franquia, o orçamento aprovado, a cobertura para terceiros e as regras do seu contrato. Isso evita surpresa na oficina e ajuda a decidir se vale usar o seguro.
Em resumo:
Se você usa a cobertura para reparar o próprio carro, pode haver franquia.
Se outra pessoa causou a batida, pode existir possibilidade de buscar ressarcimento, conforme provas e acordo.
Se o prejuízo for pequeno, compare o orçamento particular com o valor da franquia antes de acionar o seguro.
O que muda em cada cenário?
A franquia não tem uma única regra para todas as batidas. O ponto principal é entender qual cobertura será usada e qual parte do dano cada uma pode atender.
Você bateu em outro carro
Quando o segurado causa uma colisão e usa a cobertura para reparar o próprio veículo, a franquia pode ser cobrada conforme as condições da apólice.
Já o dano causado ao outro carro depende da cobertura para terceiros contratada. Esse limite pode ser diferente da cobertura do seu próprio veículo, por isso não é seguro assumir que tudo será pago automaticamente.
Antes de prometer qualquer valor ao outro motorista, registre fotos, troque dados, guarde conversas e comunique a seguradora. Um orçamento detalhado ajuda a evitar acordo confuso ou cobrança sem comprovação.
Bateram no seu carro
Quando outro motorista causa a batida, você pode tentar resolver diretamente com ele, acionar o seguro dele ou usar o seu próprio seguro, conforme o caso.
Se você usar sua apólice para reparar o carro, a franquia pode ser exigida de acordo com o contrato. Depois, pode haver pedido de ressarcimento ao responsável pela colisão, mas isso depende de provas, documentos e da situação concreta.
Guarde fotos dos danos, placa dos veículos, dados dos motoristas, conversas, orçamentos, comprovantes e boletim de ocorrência quando ele for necessário.
Quando a franquia pode não ser aplicada?
A resposta está na apólice.
Alguns contratos podem prever situações em que não há cobrança, serviços adicionais ou regras próprias para determinados tipos de reparo. Em caso de indenização integral, também não presuma uma regra única: o quadro da apólice deve informar se existe ou não franquia nessa situação.
Antes de decidir, confira:
qual cobertura será acionada;
se o dano é parcial ou pode gerar indenização integral;
o valor da franquia;
o limite contratado para danos a terceiros;
se há cobertura adicional para vidros ou pequenos reparos;
quais condições a seguradora exige para aprovar o sinistro.
Antes de decidir se vale acionar o seguro, também é importante entender se a batida realmente está dentro da cobertura contratada.
A franquia é paga antes ou depois do conserto?
O procedimento pode variar entre seguradoras e oficinas.
Em muitos casos, a definição ocorre depois da vistoria e da aprovação do reparo. A seguradora informa o valor que ficará por conta do segurado e como o pagamento será feito.
Antes de deixar o carro na oficina, confirme:
o orçamento aprovado;
qual valor será pago pela seguradora;
qual valor ficará por sua conta;
se a oficina oferece garantia;
quais peças serão usadas no reparo;
se existe prazo estimado para entrega.
Vale usar o seguro em um dano pequeno?
Nem sempre.
Em arranhões, amassados leves ou reparos simples, compare o orçamento particular com o valor da franquia. Quando o conserto custa menos ou fica muito próximo da franquia, pagar diretamente pode fazer mais sentido.
Também vale verificar se o uso do seguro pode afetar bônus, desconto de renovação ou outras condições do contrato.
Como pedir ressarcimento da franquia?
Quando outro motorista é responsável pela batida, o ressarcimento pode depender de acordo ou de outros caminhos adequados ao caso.
Organize tudo antes de conversar sobre pagamento:
fotos e vídeos dos veículos;
dados do outro condutor;
mensagens e conversas registradas;
orçamento e nota fiscal;
comprovante de pagamento da franquia;
documentos da seguradora;
boletim de ocorrência, quando aplicável.
Evite acordo apenas verbal. Um registro claro reduz o risco de discussão depois.
Perguntas frequentes
Quem paga a franquia se eu bati em outro carro?
Pode haver cobrança para reparar o seu veículo, conforme a cobertura acionada e as regras da apólice. O dano do terceiro depende da cobertura contratada para responsabilidade civil.
Posso cobrar a franquia de quem bateu no meu carro?
Pode existir possibilidade de ressarcimento quando outra pessoa foi responsável, mas isso depende de provas, documentos e das circunstâncias da colisão.
A franquia é sempre cobrada em perda total?
Não presuma. Confira a apólice, pois ela deve indicar se há ou não franquia sobre indenização integral.
Se o conserto custar menos que a franquia, vale acionar o seguro?
Em muitos casos, não. Compare o orçamento particular, a franquia e as condições de renovação antes de decidir.
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